5 de ago de 2010

Diário de Viagem 4 - desculpas

Peço desculpas a quem tem acompanhado o Diário e sentiu falta de postagens nos últimos dias. A experiência de Paris tem sido intensa e eu não tenho chegado em casa em condições de escrever. Normalmente é banho e cama, para recuperar as energias (e os pés) para o dia seguinte. Também ficou difícil fazer a seleção de fotos - já foram mais de quinhentas até agora.

Claro que tem algumas que não mostram Paris de maneira reconhecível: são experiências com texturas e formas, ou simplesmente detalhes como um canteiro de flores, folhas de árvores etc. Bom, de qualquer forma, em poucas palavras: Paris merece bem mais do que corridos cinco dias. Cada esquina é uma descoberta, cada canto, loja ou rua revela algo que merece ser admirado e fotografado. Paris tem muitas igrejas, algumas da idade média - quase todas grandiosas. Mas a que mais me emocionou, até agora, foi St. Jean Le Pauvre (São João, o Pobre), de tradição católica ortodoxa, com sua austeridade e antiguidade palpáveis em suas pedras, seu chão, seu tamanho diminuto... as igrejas de Paris são lindas, mas St. Jean vai ficar para sempre na memória e no coração. Infelizmente não tirei boas fotos da igreja - na verdade, fiquei encabulado de ver tantos turistas entrando, fotografando e saindo sem nem prestar atenção no discurso espiritual e, por que não, histórico, que as igrejas de Paris proferem quando olhamos para elas com olhos mais abertos e sentimentos mais profundos do que o maravilhamento. Quando pensamos que ali estão obras que remontam aos séculos XI-XII e comparamos com a nossa própria história que começa somente no século XVI, com navegações de descobrimento, nos damos conta que estamos falando de uma civilização que já estava ali quando ainda éramos simplesmente um mito, uma quimera nos sonhos e pesadelos dos europeus.

Mas coloco o carro na frente dos bois. Há um texto que eu havia começado no dia em que cheguei, com as impressões do Eurostar, da viagem, da chegada e do impacto que o aparente caos dos turistas de Paris causa, mas que requer revisão e ampliação. Mas, para não deixar vocês sem alguma coisa, seguem algumas fotos do primeiro dia.

Chegando a Paris - tirada da janela do trem.
Esse é um dos muitos trens de subúrbio de Paris que, 
curiosamente, tem dois andares.

Uma coisa interessante e que nenhum guia de viagem menciona: os trens de subúrbio e os trens de metrô tem porta "semi-automáticas" - é preciso acionar uma alavanca em forma de maçaneta, ou apertar um botão para que as portas se abram! Isso tanto por dentro quanto por fora! Um choque. E, outro detalhe, os trens e metrôs são sujos - muito sujos. Não há limpeza durante os serviço, só à noite, depois que os cidadãos se recolheram. Por isso, antes de reclemarem do metrô de São Paulo, pensem que aqui, apesar de ser primeiro mundo, as coisas podem ser piores...

Mas há enormes vantagens sobre o nosso sistema de trens de subúrbio: na plataforma de embarque há informação sobre em que horário o trem irá sair. Quando o trem chega à estação, a informação é complementada com o número da plataforma. E, acreditem, o trem sujo com porta a manivela sai no horário. Na Gare St Lazare, onde pego o trem para Bois Colombes, onde estou hospedado, os trens para Ermont Eaubonne (a linha que preciso pegar), passam a cada quinze minutos fora do horário de pico. São duas estações ou 12 a 15 minutos para chegar a Paris. E o lugar é muito tranquilo.

O Eurostar na plataforma da Gare du Nord

 Prédio residencial ao lado da estação de Bois Colombes

Comércio na rua ao lado da estação.

Hauvre Caumartin, na saída da estação Ópera

Uma das vistas da Ópera de Paris

A "Nossa Senhora" dos franceses, e a multidão de turistas
(por volta de 11h00)

E sob a luz oblíqua do sol ao entardecer
(detalhe: no verão o sol se põe por volta de 21h30!!!)

Órgão da Igreja de St Louis en L'Ile

E a Torre Eiffel vista da Pont St Louis

Depois tem mais.

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